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Gestão Trump rescinde proteção para pais ilegais nos EUA criada por Obama

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 O secretário de Segurança Nacional dos EUA, John Kelly, durante testemunho no Capitólio, em Washington, em 6 de junho (Foto: Susan Walsh/AP)
Por Agencia EFE
16/06/2017 02h34  Atualizado há 5 horas
O secretário de Segurança Nacional dos EUA, John Kelly, durante testemunho no Capitólio, em Washington, em 6 de junho (Foto: Susan Walsh/AP)
O Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos rescindiu nesta quinta-feira (15) o programa do governo Obama para beneficiar imigrantes ilegais que eram pais de filhos com cidadania ou residência permanente no país.
O secretário de Segurança Nacional do governo Trump, John Kelly, anunciou em comunicado o fim imediato do memorando de novembro de 2014 em que o governo do ex-presidente Barack Obama eximia, temporariamente, pais de filhos regularizados da deportação.
O programa nunca entrou em vigor porque foi suspenso pela Justiça americana. O que o Departamento de Segurança Nacional anunciou agora é que não mais contestará as decisões judiciais nem defenderá a implementação da medida de alívio migratório.
O plano de Obama visava beneficiar cerca de 4 milhões de pessoas que viviam ilegalmente nos EUA desde 2010, não tinham antecedentes criminais e tinham filhos que eram cidadãos norte-americanos ou residentes legais permanentes. A ideia era que eles entrassem no programa, que os protegeriam da deportação.
Mas seu plano foi rapidamente questionado na Justiça pelo Texas e mais 25 estados, que argumentaram que Obama havia ultrapassado os poderes garantidos à Presidência pela Constituição norte-americana ao infringir a autoridade do Congresso.
Uma corte federal bloqueou o programa, e os juízes da Suprema Corte do país o mantiveram suspenso após a discussão empatar em 4 a 4 no ano passado.
John Kelly afirmou em comunicado que rescindiu a iniciativa porque “não há caminho credível” para resolver a situação.
O atual presidente americano, Donald Trump, tem adotado uma linha dura sobre imigração ilegal desde que chegou à Casa Branca, em janeiro, após fazer duras críticas à administração Obama durante a campanha eleitoral.
O programa que protege de deportação crianças que chegaram aos EUA ilegalmente quando ainda eram pequenos (antes de janeiro de 2010), no entanto, continua em execução.

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