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Furacão Irma perde força, mas preocupa moradores da Flórida

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Em muitas lojas e casas estão sendo instaladas proteções para janelas e portas de vidro.

Um dos mais poderosos furacões já registrados no oceano Atlântico, que arrasou ilhas do Caribe mais conhecidas pelas praias paradisíacas, transformando-as em zonas de emergência, contornou Porto Rico antes de rumar para o norte. Ele deve atingir as ilhas de Florida Keys e o sul da Flórida no sábado (9) à noite.
O furacão Irma foi rebaixado da categoria 5 para 4 (em uma escala de intensidade que vai até 5), mas continua “extremamente perigoso”, com ventos de 250 km por hora.
Mais de 60% das residências de Porto Rico ficaram sem eletricidade. Em St. Martin, uma autoridade disse que 95% da ilha foram destruídos. O governo do Haiti pediu que todos os órgãos públicos, lojas e bancos fechassem quando a tempestade chegou. O primeiro-ministro Gaston Browne, de Antigua e Barbuda, disse que a metade de Barbuda ficou sem casas.
Assistindo ao avanço desenfreado do furacão Irma por Barbuda e Antigua, os moradores da Flórida e de outros lugares em sua rota prevista se apressaram a sair do caminho. Membros do governo da Flórida, Geórgia e Carolina do Sul pediram que a população evacuasse as áreas vulneráveis, provocando uma corrida em busca de produtos essenciais como gasolina, água e sacos de areia. Mesmo habituados aos furacões, os moradores da Flórida estavam assustados, ainda mais com os avisos terríveis vindos de todas as direções.
A falta de gasolina e água mineral, sempre uma dor de cabeça nos dias que antecedem os furacões, tornou-se mais aguda no rastro do furacão Harvey, pois a produção das refinarias de petróleo em Houston encolheu e o combustível e a água foram desviados para o Texas. As filas nos postos de gasolina no sul da Flórida se estendiam por quarteirões, enquanto os moradores em fuga enchiam os tanques; alguns motoristas perseguiam os caminhões-tanques que avistavam nas estradas.

O governador da Flórida, Rick Scott, pediu extrema cautela diante de uma tempestade poderosa que poderia rapidamente mudar de rumo. “Toda família da Flórida deve se preparar para evacuar, em todos os litorais”, disse ele.
Quando Rosi Edreira e seu marido receberam ordem para deixar sua casa em Cutler Bay, parte da segunda zona de evacuação no condado de Miami-Dade, eles já planejavam procurar abrigo em Charlottesville, na Carolina do Norte. No carro iriam álbuns de fotos, certidões de nascimento, quase 400 enfeites de natal colecionados ao longo de 25 anos e seus dois cachorros, JJ e Coco Puff, e um gato, Dicky.
“Eu enfrentei o Andrew”, disse Edreira, 49, lembrando o enorme furacão de categoria 5 que arrancou seu telhado 25 anos atrás, em outubro. “Não vou fazer aquilo de novo.”
Na quinta-feira à noite, os ventos de 280 km/hora e a chuva grossa haviam causado séria destruição nas ilhas do Caribe oriental, deixando pelo menos 18 mortos e comunidades inteiras arrasadas.
Nem todas as notícias eram terríveis. Apesar da queda da energia na maior parte de Porto Rico, os danos e as mortes na ilha foram muito aquém do que se temia. O Haiti e a República Dominicana, que dividem a ilha de Hispaniola, também foram poupados de choques diretos.

Mas o terror da tempestade deixou as pessoas sem palavras adequadas.
“Há barcos naufragados em toda parte, casas destruídas em toda parte, telhados arrancados em toda parte”, disse à rádio Caraïbes International o presidente do conselho territorial francês em St. Martin, Daniel Gibbs.
“É simplesmente inacreditável”, acrescentou ele. “É indescritível.”
Em Porto Rico –que sofreu as consequências menos graves da Irma–, as luzes se apagaram. Em muitos lugares a água encanada também cessou.
Apesar de o furacão mal ter tocado a ilha, conseguiu derrubar seu velho sistema de eletricidade. Mais de 1 milhão de clientes ficaram sem energia elétrica na quinta-feira, e pouco mais da metade dos hospitais puderam funcionar.
Antes mesmo que caísse uma gota de chuva, o diretor da companhia, que está efetivamente falida, havia previsto que se a tempestade fosse dura poderia levar seis meses para restabelecer completamente o serviço. Sua previsão enfureceu os porto-riquenhos, que veem esse último fato como mais uma indignidade vergonhosa nos anos de declínio econômico da ilha.
Como era possível, eles queriam saber, que um furacão que passou a uma distância segura e mal levantou uma telha deixasse tanta gente no escuro?
O apagão em Porto Rico era previsto há tempo. Em julho, a enorme companhia fornecedora, de propriedade do governo, não honrou um acordo de reestruturação de sua dívida de US$ 9 bilhões, efetivamente declarando falência.
Ela não se modernizou nem fez a manutenção adequada. As árvores não foram podadas, os postes ficaram descuidados. (A companhia elétrica não respondeu a diversos pedidos de comentários.)
O governador Ricardo Rosselló disse que as autoridades não podiam calcular quanto tempo levariam para restabelecer a energia enquanto não pudessem avaliar os danos.
Na tarde de quinta, ele disse que o serviço tinha sido restabelecido em 144 mil residências –o que ainda deixava quase 1 milhão às escuras.
Mas as coisas poderiam ter sido muito piores, disse ele.
“Gostaríamos de começar agradecendo ao todo-poderoso”, disse Rosselló. “Nossas orações foram atendidas.”
Em outras ilhas, a avaliação foi muito mais dura.

Em St. Martin, uma possessão meio holandesa meio francesa onde pelo menos quatro pessoas morreram em consequência da tempestade, gravações aéreas feitas por militares mostraram ruas inundadas e casas devastadas pelos ventos. A segunda onda de destruição, pelo menos para as empresas, foi causada pelo homem: saqueadores estavam atacando os destroços, às vezes diante da polícia que apenas observava, “como se estivessem fazendo compras”, disse Maeva-Myriam Ponet, correspondente de uma rede de TV baseada em Guadalupe, outro território ultramarino francês no Caribe.
St. Martin continuava basicamente isolada do mundo exterior na quinta-feira, sem eletricidade e a maior parte do serviço de telefonia celular.
Ponet, que é repórter da rede Guadeloupe 1 ère, disse que os habitantes de St. Martin se sentiam totalmente abandonados. “A ajuda chegará à noite”, disse ela, “mas por enquanto eles não têm nada.”
A ilha próxima de São Bartolomeu, outro território francês, também foi atingida duramente, assim como Barbuda, onde a metade dos moradores teriam ficado desabrigados.
O correspondente da rede em São Bartolomeu, Eric Rayapin, descreveu um “espetáculo de desolação”, com a ilha praticamente cortada do mundo exterior, com muito pouco ou nenhum serviço de telefone, água ou eletricidade desde a noite de terça-feira (5).
Os edifícios foram “destroçados”, segundo ele, e muitas estradas estão destruídas.
“A população aqui está sofrendo demais”, relatou Rayapin. “Alguns perderam suas casas, os carros foram revirados no meio das ruas e toda a vegetação foi destruída.”
“É um golpe muito forte”, acrescentou ele.
John McKendrick, secretário de Justiça de Anguilla, disse que a ilha, uma possessão britânica, sofreu “enorme devastação” pelo furacão.
A maior parte das casas da ilha foi danificada, árvores caídas bloquearam muitas ruas, o serviço de telefonia celular foi interrompido e o fornecimento de eletricidade, cortado. A ilha inteira continuava sem energia ao meio-dia de quinta, e os portos e o aeroporto seguiam fechados. Uma pessoa morreu em Anguilla, segundo McKendrick, mas ele não sabia as circunstâncias.
“Foi feio”, disse ele por telefone de Londres, para onde viajava quando o furacão atingiu a ilha. “Muita gente está esgotada e suas casas foram destruídas.”

 

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